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Negociação PRODEMGE

A negociação do ACT 2019/ 2020 da PRODEMGE está em andamento, tendo já ocorrido duas reuniões. Já na primeira reunião o presidente da PRODEMGE manifestou que não há previsão de conceder aumento salarial, por causa da situação financeira da Empresa. Além disso, afirmou que os salários praticados são altos. Tal argumento foi rebatido pelo Sindicato, que levou à mesa uma pesquisa que mostra que os salários da PRODEMGE não são altos, como alega o presidente.

Mesmo as cláusulas que não geram impacto financeiro direto, como o abono social, a ampliação e concessão de acompanhamento a consultas, foram rebatidas pelo presidente, que não tem se mostrado muito disposto a negociar.

Relativo ao plano odontológico, a Empresa justificou que os planos existentes no mercado não oferecem um bom atendimento e cobertura, todavia, discutiu a hipótese de contratação. Ocorre que, neste caso, a direção da PRODEMGE se comprometeria a arcar com apenas 10% de participação do valor da mensalidade, deixando os outros 90% para serem pagos pelos trabalhadores, e, ainda assim, deixou claro que tal proposta demandaria um estudo de impacto financeiro.

Um ponto muito polêmico da reunião de negociação foi o tíquete, pois o presidente considera que o valor pago atualmente é alto, e, como justificativa, afirmou que ele e a atual diretoria fazem refeições diárias na Cidade Administrativa (CAMG) ao custo de R$15,00, com direito a um copo de bebida. Informou ainda que está realizando pesquisas de valores praticados em outras empresas públicas e que está sendo feito estudo para que a PRODEMGE revise o valor pago aos trabalhadores. Corre na “rádio corredor” que tal revisão é para reduzir o valor do tíquete. Onde há fumaça, há fogo.

Obviamente, o SINDADOS e a CT rebateram cada argumento da Empresa, detalhando os índices e dados que pautaram todas as reivindicações contidas na pauta, trazendo à mesa dados financeiros da própria PRODEMGE, defendendo de maneira firme a pauta apresentada e as conquistas já existentes no rol de direitos dos trabalhadores.

Já a segunda reunião, realizada no último dia 29 de agosto, se limitou, infelizmente, a esclarecimentos e fundamentação sobre o reivindicado pelos trabalhadores, porque quem compôs a mesa pelo lado da Empresa não tinha autonomia para negociar.

Que a direção da PRODEMGE valorize os seus trabalhadores!