Prodemge II




O golpe do “recrutamento amplo”: um novo jeito de contratar sem concurso


Esta foi outra denúncia que chegou ao sindicato e que aproveitamos para tratar na reunião com o Ministério do Trabalho, no final do ano passado.





Exposta a denúncia na reunião, a representação da Prodemge informou que pode contratar até 30% do quadro efetivo em cargos comissionados de acordo com o PCS, sendo tais cargos de assistente de tecnologia, assistente organizacional, assessor de tecnologia, assessor organizacional e assessor estratégico. Segundo a representante da Prodemge na reunião a empresa contratou 93 pessoas através do recrutamento amplo e que isto representa 10,41% do seu quadro efetivo.

A Prodemge se comprometeu a encaminhar ao sindicato até 30/12/2009 a relação nominal de todos os trabalhadores contratados mediante recrutamento amplo, com indicação de lotação, vinculações a projetos, atividades desenvolvidas e salário do cargo. Obviamente não o fez da forma ajustada na DRT, todavia, o que foi enviado ao sindicato mostra que precisamos investigar melhor esta modalidade de contratação utilizada pela Prodemge e o sindicato estará tomando providências neste sentido.

A representante da empresa insinuou na reunião que o fato de não obter autorização do governador Aécio Neves para fazer concurso tem sido um fundamento para a empresa utilizar-se do expediente de contratação via recrutamento amplo, o que é um absurdo. “Onde há fumaça há fogo” e o sindicato está tomando providência no sentido de coibir possíveis apadrinhamentos, protecionismos, exigindo da direção da empresa que cumpra os princípios constitucionais da administração pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência).

O sindicato registrou sua posição na DRT de que os cargos eminentemente técnicos devem ser preenchidos exclusivamente por meio de concurso público e ao que parece a empresa está colocando trabalhadores concursados desenvolvendo atividades idênticas de trabalhadores contratados através de recrutamento amplo, porém com uma diferença fundamental, os concursados ganhando menos, ou seja, trata-se de uma política que, além de provocar a divisão da categoria, de criar condições para o apadrinhamento e outras práticas comuns dos governos patronais, ainda serve à política do governo Aécio de rebaixamento salarial.

Contra esta política, chamamos os companheiros da Prodemge a se unirem em torno do Sindicato para lutar:

– Pelo fim  das contratações via “recrutamento” e contra a terceirização;
– Isonomia salarial: salário igual para função igual;
– Fim da política de apadrinhamento;
– Eleição de todos os postos de chefia e direção da empresa pelos trabalhadores.